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Notícias
Milão 2010
Salone Internazionale del Mobile
Às vezes, persepções diferentes acabam sendo complementares. Confira as impressões de Milão, na visão de Sergio de Oliveira e Maria Fernanda Correa (Piti):
MAC_ Milão é essencial?
S.O._Eu não diria que Milão é essencial, é uma opção e uma direção, já que não tem mais ninguém dirigindo nada, portanto eles estão com a faca na mão e dando as coordenadas. Acredito que se tivéssemos uma oportunidade aqui no nosso Brasil faríamos muito e muito mesmo. Ao invés de dizer essencial eu diria que eles são referência.
P_Milão apresenta as tendências. Se respira design. É essencial sentir esse clima, estar no meio de todas essas criações. O profissional volta para o escritório com muito mais criatividade, com a criação inspirada no que existe de melhor no mundo!! E sabendo o que vai estar em "alta" e em "baixa".
MAC_O que mudou em relação à edição anterior?
S.O._Esta foi a primeira vez que fui à feira de Milão, portanto a minha comparação fica sem efeito com relação a ter visto ao vivo, mas todos os anos acompanho os lançamentos e os novos produtos e, pelo que senti, poderia apenas dizer que não vi mudanças e sim os novos lançamentos que são o esperado de uma feira desse porte.
P_ Acho que a principal mudança foi a presença marcante do design brasileiro em meio ao melhor design do mundo!
MAC_ O móvel como função e estilo de vida: O que mudou em ambos?
S.O._Eu vi muitos móveis já feitos com a preocupação com o reciclado onde eles fundem uma série de descartáveis e fazem uma liga injetável e aproveitam para pés, sofás, estruturas de cadeiras e até de laminados para cozinhas e armários.
MAC_ Tecnologia e complementos: Quais foram as novidades?
S.O._Os laminados, os acabamentos em madeira, os tecidos para estofados, todos estes estavam incentivando novos produtos, com novas texturas e resistências, isso é avanço tecnológico, na área das cozinhas parecia que estávamos num desfile de moda, muita coisa que se mostra ali não se pode aplicar, principalmente na cozinha brasileira que tem outros usos e outros costumes, e este equipamento da casa tem que ser sempre adaptado para o conforto e a manutenção do habitar. Achei as coifas muito altas, naquela altura a suspensão da gordura no ar já se dissipou e foi para outras áreas, a não ser que os motores dos exaustores sejam verdadeiras turbinas de sucção, o que eu não vi funcionando.
P_ As ferragens são sempre grandes novidades. Infelizmente nós profissionais dependemos das lojas e empresas para importarem. Outro ponto são as cozinhas: sempre associadas a muita tecnologia, estão cada vez mais lindas, compactas e versáteis.
MAC_ Onde essas novas visões se conectam com a nossa sociedade e o design brasileiro?
S.O._Basta a indústria brasileira acreditar no designer brasileiro, pensar menos em cópias e incentivar a desenvolver mais a indústria de acessórios e tecnologia para nos colocar nas mãos produtos que possamos criar com eles e as indústriais acreditarem no profissional de design brasileiro, é claro que necessitamos de uma base e apoio de uma mídia que trabalharia em prol da elevação dos nomes dos profissionais e incentivar o consumo de nossos desenhos e criações.
P_ O brasileiro está sempre antenado e acompanha as tendências do mundo. Além disso, busca muito conforto sempre. É assim que essas novas visões chegam à nossa sociedade. De forma natural e acompanhando as necessidades das famílias e projetos, através dos móveis, da disposição dos projetos e até mesmo no estilo de vida!
MAC_ De que maneira influenciam os móveis MAC?
S.O._A Mac está num bom estagio haja vista os móveis que tivemos para compor nossos ambientes na mostra, mas acho pouco, como sei que a preocupação é lançar e prestigiar o nosso bom gosto, porque não lançar um incentivo aos profissionais, sem premio, sem competição e sim apenas selecionando projetos de mobiliário e fazer um departamento de protótipos e a partir dai com os projetos e os protótipos eleger alguns desenhos de profissionais que, selecionados por um júri composto por vocês mesmos, nada de pessoas de fora ligadas à "política dos designs de interiores", aos poucos lançar um ou outro objeto projetado por um profissional brasileiro, é claro que baseado numa preferência e numa tendência contemporânea e gosto mundial! Penso que temos que respeitar e ser respeitados, entender o que é o contemporâneo e o prático, intenções mirabolantes que misturam o objeto de design, que tem acima de tudo uma função ergonômica, com uma obra de arte que se disfarça de objeto e vem com um nome forte e força todo mundo a gostar daquilo porque vem com uma assinatura forte que endossa a peça inútil e presunçosa. Peço a você desculpas se fui arrogante ou provocativo, mas posso te dizer que acima de tudo sou profissional e gosto do que faço, respeito a evolução porque ela é necessária e importante para os negócios e para a cultura mas não posso deixar de dizer o que disse porque neste momento é o que estou pensando.
P_ Os móveis da MAC estão sempre à frente no mercado. Misturam design, conforto e tendência. É visível que a MAC se preocupa com isso e cliente MAC sabe que está diante de peças diferenciadas.
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